faraway.voice


porque ela merece *
Maio 6, 2008, 9:34 pm
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«Eu não vivo na época da escravatura. Assim sendo, não percebo por que razão devo acatar ordens absurdas sem qualquer tipo de justificação ou recompensa. Não preciso, nem quero, viver sob a sombra de um tirano déspota que é inseguro ao ponto de abusar da sua situação privilegiada de poder.

A minha vida é só minha, não quero que me digam o que pensar, o que vestir ou como me comportar. Ter de trabalhar não deveria implicar ter que abdicar da possibilidade de produzir ideias próprias. Isso não é trabalho: é submissão ao ponto de obliteração mental.

Mas há algum tempo que decidi tomar as rédeas da minha vida. Já não tenho medo de dizer o que penso e de afirmar peremptoriamente que o senhor (que nem sequer digno desse epíteto é) não passa de uma criança que não cresceu. Uma criança mimada, egoísta e insegura.

Dantes sentia raiva de si, mas agora só sinto asco. E talvez uma certa pena. O senhor perdeu o seu rumo. E eu tracei o meu.»

 

Ana Luisa Cardoso

Curta-Metragem «Clepsidra»



Rock in Rio
Maio 6, 2008, 6:38 pm
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Andava ali a ver o blog da Marta e lembrei-me que ainda não tinha falado naquela que é a minha diva nos dias de hoje. Sim, Eu Vou! Correndo ou não o risco de ela estar demasiadamente afectada por substâncias psicóticas que nem ao palco consiga subir, eu gosto de riscos. Amo a forma dela cantar, a voz sublime e diferente. Porque mesmo tendo demasiados neurónios afectados, ela tem aquela voz que toca lá bem no fundinho. Vestidos giros, cabelo quente, voz deliciosa. Epá se ela não for, paciência. Mas e se for? Quero acreditar que vou gostar tanto tanto que vou entrar naquele sonho eterno de princesas e castelos. Até lá, um miminho. Pelo menos a mim mima-me.

 



Abril 7, 2008, 11:04 pm
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Bianca Ryan ft Jennifer Holliday

Porque ver uma miúda de 11 anos a cantar com uma mulherzaça e conseguir acompanhá-la, é obra!

Porque cantar faz parte de mim. Porque dá-me arrepios. Porque este meu mundo sorri quando canto e ouço cantar.

Porque sim. Por mim. Pelo menos, deixem-me sonhar mais um bocadinho. Posso? 



São coisas minhas.
Março 21, 2008, 10:23 pm
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Sinto. Sinto. Sinto. Sinto cada vez mais. Arranhar. Amordaçar. Desbocadas palavras que se infiltram em mim. Temer o pior, temer aquele mistério. Temer. Temer. Temer. Sinto que me rasgas por dentro, que me queimas com as tuas mãos cheias de labaredas ortográficas. Deito para trás do meu esqueleto ambulante toda a merda que me arrancou a força. Aquela força que só eu tinha. O meu olhar ficou cheio de lâminas. O meu sorriso desfez-se.

E, de súbito, como quem renasce das cinzas infernais da vida, eu voltei a sorrir. Percebi que todos nós temos um arco-iris mas que nem sempre o pintamos com as cores certas. Voltei a ser uma criança inocente que brinca naquele baloiço vermelho. Aquele baloiço que eu pintei. Aquele baloiço que me faz sonhar e ser feliz.